segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Inolvidável


O céu de cinzas


A ave negra


A lágrima que cai.


Rasgadas asas


A alma sangra


E triste sempre vai.



quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Quando a noite vai alta


Quando a noite vai alta

E o meu destino fugaz,

Apresso o meu passo que a ti me traz.


Vim ver com os meus olhos

A mágoa que és.

Mostrar-te como sofro.

Mostrar-te o que não vês.


Hoje ou nunca,

Quero mostrar-te quem sou.

Pois perdida ando

E amanhã me vou...

sábado, 6 de dezembro de 2008

Palavras

De palavras não preciso,
Pois elas não conseguem
Descrever o que eu sinto.

As palavras magoam,
Como a dor que sinto cá dentro.
As palavras são sofrimento.
As palavras não perdoam.

As palavras cortam asas.
Fazem-me chorar
As tuas palavras.

Pedra no coração


Em momentos de tristeza me encontro,

Afugentados por lágrimas sádicas de dor.

Num sincero grito surdo.

Pássaro afastando-se da noite com pavor.



A passo largo se aproxima o fim,

Embora parecendo-me distante.

Por não ter conseguido hoje desisti.

Tive uma vida para tentar,

E para não conseguir, um instante.


As ruas sem fim.

No doce, avermelhado amanhecer.

Perfeito, sem falhas dentro de mim.

Desejando esquecer.

O tempo


O tempo não passa.
O tempo só ilude.
O tempo engana a todos.
A noite e o dia,
São puras mentiras.
O tempo engana de tantos modos...

Nada morre,
Tudo prevalece.
O tempo nunca passa,
A paz entristece.
O tempo não se cansa.

O tempo não perdoa,
Pois por mais que doa,
O tempo não passa.

As palavras



As palavras de nada servem.

Nada são nos olhos de quem as escreve.

Palavras e mais palavras.

Vindas do nada, da noite, da mentira.

Elas não apagam a chama,

Nem apagam o amor.

E as palavras não conseguem

Descrever esta dor.

Apenas ficam perdidas no tempo.

Na noite, à solta...

Nos ouvidos dos que passam,

Sussurradas...

Nas almas que as recordam,

Amarguradas...

Nada mais que...


Serás uma triste lembrança,
Nada mais...
Um passo errado de dança,
Nada mais...
Um sorriso perdido,
Por nuvens escondido,
Nada mais...
Uma música triste,
Um olhar cansado,
Nada mais...
E a minha lágrima não viste,
Caindo como um dado,
Traçando o meu destino,
Nada mais,
Que um desejo peregrino...


Só um zumbido nos ouvidos,
Solidão...
Sem sentidos, escondida
no pranto, na escuridão...
No manto da noite.
E a lua prateada
Brilhando em lágrimas sobre a minha sorte.
Como brilham ao longe
As luzes das cidades,
Inalcançáveis...
Sentindo o dia a chegar,
Apagam-se inconsoláveis.
Tal como eu me apago hoje.
Sem despedida, hoje é o fim.
De tanta dor, estou ferida,
Doente...
Apenas da dor me despedi,
Eternamente...

Já não há


No silêncio branco do fim do dia,
O teu olhar acricia
E o frio passa.
Já não há dor,
Já não há lágrima que caia.
Secou, a água do amor.

20*07*2007

Deixa que a chuva passe,
Que passem as nuvens,
Que sequem as gotas do meu cabelo,
Que o azul do céu se mostre.

Que venham os raios de sol aquecer.
Que o sol resplandeça na minha cara.
Que eu acorde para ver,
Que o tempo todas as feridas sara.

Estou aqui

Estou onde a luz encontra a sombra
E ao grito surdo da memória,
A lua, a cara triste escurece...

Estou onde o som da música me leva.
Onde não há amanhecer.
E lá me deixo esconder, nas trevas
E lentamente me deixo adoecer.

Estou neste locus horrendus
E daqui não partirei.
Estou onde tu nunca me encontras
E onde eu nunca te procurei...

Andreea

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