domingo, 6 de março de 2011

Morreria por dentro… cairia descendo os degraus do meu interior que tu me obrigavas a descer…arrancaria o último sorriso da minha face e voltaria a face mais escura que dia e noite iria prevalecer. Beijaria a terra todas as noites rezando e chorando o teu amor. Da terra chamaria as mortas mãos que me tocaram e gelaram o sangue do meu alvo rosto. Calaria dor, calaria grito, emudeceria cada som, cada soluço. Voaria alto batendo contra os muros da minha própria calma. Cala-te! Finge! Chora apenas de noite. Arranca a roupa que escorre gentilmente o suor da dolorosa paz. Não contes as mágoas, conta as luzes que recolheste ontem. Petrifica o céu que ontem existia e compara-o ao vazio que hoje te abraça. O vazio é a morte calada. Levanta agora o véu da sombra. Foste salva a tempo. Não mais chorarás de desespero.

Andreea

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